sábado, 31 de maio de 2008

Caipirinha colorida

Combina com sábado, combina com o Dia dos Namorados, que vem aí... usei amora, kiwi, manga, morango e maracujá doce. Amassei cada fruta com um pouco de açúcar, arrumei as camadas no copo, joguei a caçhaça e um pouco de gelo picado. Ficou boooommm...




sexta-feira, 30 de maio de 2008

Eca!

Já tinha falado dele aqui, mas agora a Kátia arranjou umas fotos do Modern Toilet, em Taiwan, restaurante temático que tem como tema... a escatologia:






























Vai até julho no Centro Cultural Banco do Brasil a exposição que comemora a imigração japonesa e aborda vários aspectos daquela cultura, de pinturas de Manabu Mabe e Tomie Ohtake ao ritual do chá. Esta foto do CCBB foi o amigo Napoleão que tirou com o celular e mandou...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Financiers

Sempre quis saber porque têm esse nome... uma vez li que é porque eram vendidos na região da Bolsa de Valores de Paris.

Verdade ou não, o fato é que os financiers vão bem com café, chá, a qualquer hora. Existem várias receitas, mas esta tem um diferencial: é feita com “beurre noisette”, ou seja, manteiga aquecida até ficar com cor de avelã e sabor deliciosamente acastanhado.

FINANCIERS (12 unidades)
50g de manteiga sem sal
1/3 de xícara de amêndoas moídas (ou castanha de caju)
1/3 de xícara de açúcar
1 colher (sopa) de farinha de trigo
2 claras
1 pitada de sal
gotas de extrato de amêndoas
Leve a manteiga ao fogo bem baixo até ficar levemente acastanhada. (Cuidado pra não queimar!). Tire do fogo, espere esfriar e junte os demais ingredientes.



Ponha nas formas untadas e leve ao forno a 180oC até dourar.


Guardados em recipiente bem fechado, os financiers mantêm por até 3 dias a casquinha crocante e o interior úmido

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Chocolate equatoriano à venda no Zona Sul por 2, 3 reais, oba! Não resisti e comprei um de cada. Só de amargo 77% são três sabores diferentes. E ainda tem ao leite com café, macadâmia, maracujá



Ganhei de presente...

sábado, 24 de maio de 2008

Briga na cozinha

Não tô nem falando no sentido literal, físico, da coisa... se bem que até esse tipo de briga já vi uma vez, no curso de gastronomia, quando dois marmanjos resolveram se pegar por causa de uma panela... foi uma correria danada. Sabe como é, tremenda pressão, calor de 60 graus, um professor tipo Gordon Ramsay cobrando resultados num tempo exíguo... acaba dando nisso. Fora as agressões verbais dentro da cozinha, que essas também já presenciei muitas, verdadeiras baixarias entre professor e aluno ou mesmo de aluno pra aluno.

Agora, porém, é o chef espanhol Santi Santamaria que deu pra falar mal dos colegas e da cozinha de vanguarda de seu país: declarou guerra aos “cozinheiros midiáticos”. Como se não bastassem as críticas dos franceses - alguns, como Joel Robuchon, já declararam que é passageira a moda espanhola...

Santamaria, três estrelas no Guia Michelin, lança dia 27 de maio o livro 'La cocina al desnudo', onde critica o ocaso da cozinha doméstica e a proliferação da “cozinha-espetáculo” e denuncia os perigos do uso, pelos melhores restaurantes do mundo, de substâncias químicas não aprovadas para uso culinário.

A metilcelulose, por exemplo, substância vegetal usada para fazer “gelatina quente” (não derrete quando aquecida), em quantidades que variam entre 0,5 e 1 grama é receitada como laxante. Segundo Claudi Mans, da Universidade de Barcelona, os químicos que assessoram os cozinheiros conhecem os limites: na cozinha, a metilcelulose é diluída em água e chega ao prato em doses mínimas. Seu uso não é proibido em nenhum país e, ao contrário de outras gelatinas, ela não tem componentes animais, podendo ser consumida por vegetarianos.

Os chefs da alta cozinha espanhola receberam com indignação as críticas de Santamaria: preocupa-os que elas possam abalar o reconhecimento mundial adquirido em anos de trabalho. Acham que ele está é com inveja, querendo polemizar para promover seu livro.

Na minha modesta opinião, tudo o que serve para expandir as fronteiras da criatividade é, em princípio, bem-vindo. Não posso dizer que não gosto daquilo que não conheço, por isso quero conhecer... estou em cima do muro, com o pescoço espichado pro lado de lá, tentando ver as novidades.

Transglutaminase

“salmatum” e outras misturas que me escapam...


A transglutaminase é uma enzima que tem a capacidade de reestruturar proteínas, estabelecendo ligações fortes, permitindo a criação de “novas espécies” de peixes, carnes ou outros elementos proteicos. É uma espécie de “cola” usada em alimentos à base de proteínas.

Mas a transglutaminase não se presta só a misturas estranhas não. Também dá pra colar dois pedaços da mesma carne, ou do mesmo peixe ou frango, fazendo com que o filé fique do formato e do tamanho que a gente quer – ou fazer aquele rocambole bonitinho sem usar barbante nem palito. Não é um sonho?

A Cooking Lab sempre tem cursos de gastronomia molecular... pena que fica em Lisboa.
Restaurantes de gastronomia molecular pelo mundo:



Salmão com gelatina de licor de alcaçuz, The Fat Duck, Inglaterra (revista Cavallino)



Polímero de peixe servido no restaurante Moto, em Chicago (revista Cavallino)



Gazpacho do restaurante WD-50, em Nova York (revista Cavallino)


Sobremesa de chocolate e abacate do WD-50



sexta-feira, 23 de maio de 2008

Trufa indiana

Não sei bem onde li sobre uma trufa de chocolate ao leite com curry e coco. Depois descobri o Luciano, do Concha de Retalhos, que trabalhou com Jacques Torres (famoso confeiteiro do Le Cirque, em NY) e afirma num de seus posts que chocolate e curry combinam divinamente.

Foi o bastante: juntei os ingredientes e fui botando mais curry aqui, mais coco ali, e experimentando. Usei aquele chocolate Callebaut que já tinha feito uma aparição por aqui - justiça seja feita, com um chocolate desses é difícil errar... o curry também era de qualidade, moído na hora. E coco fresco do Hortifruti, nas seguintes proporções: 120 g de chocolate, 100 ml de creme de leite, 1 colher de sobremesa de curry, 2 colheres de sopa de coco ralado grosso. Fiz a ganache e levei para gelar. Depois de firme, fiz as bolinhas e passei no chocolate ao leite puro, derretido, e por último no cacau em pó.



trufas de chocolate ao leite com curry e coco fresco...



... a casquinha de chocolate ao leite envolve o recheio cremoso, quase líquido

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Couscous

Couscous marroquino são aqueles grãos de sêmola de trigo que a gente encontra pré-cozidos no supermercado, bastando hidratá-los por 5 minutos. Pelo fato de ser importado, já foi caro, mas hoje dá pra encontrar por menos de 5 reais nas promoções dos supermercados (e rende horrores!).

O prato teve origem no norte da África entre os séculos XI e XIII. Simples, elegante e fácil de preparar, permite infinitas combinações (existe até couscous doce, com açúcar e canela) e é um grande quebra-galho na cozinha.



Couscous de espinafre e tomate, hidratado conforme instruções da embalagem, com refogado de espinafre e tomate confit (sem pele e sem sementes, assado no forno com sal, açúcar e azeite).



Couscous de bacalhau, com refogado de cebola e bacalhau, caldo de legumes (cenoura e aipo), azeitonas pretas, verdes recheadas com pimentão vermelho, tomilho e azeite.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Vitrines de Veneza

Vieram da Kátia estes slides do veneziano Nicolai:











terça-feira, 20 de maio de 2008

Recebi novo selinho da querida amiga Mel Bryar (Angu & Pirão), que carinhosamente agradeço e exibo aqui:




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Se você tem entre 21 e 35 anos de idade, pelo menos 1 ano de experiência prática em vinicultura, laboratório ou adega, conhecimento intermediário-avançado de inglês e interesse em estágio remunerado no exterior (EUA, França, Austrália e Nova Zelândia), o CAEP está com inscrições abertas: mavalduga@yahoo.com.br

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Festa do Pinhão em Mauá

"Nasce um dia lindo pra viajar..."


Manhã de sexta. Tomamos a estrada na direção sul, rumo à Serra da Mantiqueira...


Primeira parada: Penedo, onde começa a bater aquela fome...



Escolhemos o Wein Stüble, restaurante da Susanne...


Susanne é alemã, casada com um inglês (que conheceu pela Internet). Já dá pra ver que de cerveja eles entendem, né? E que variedade...






Tivemos uma verdadeira aula sobre cervejas de trigo com o Gilberto, assessor da Susanne. Ele ensinou que esse tipo de cerveja só deve ser servido no copão de meio litro, pra não perder parte da fermentação e do sabor. Também tem uma técnica de agitar a cerveja, que ele domina. Grande Gilberto!


Sucos de uva tinto e branco, que eu não conhecia



Salsichas com batata roesti à moda alemã, delícia



A imagem do apfelstrudel dispensa adjetivos...



Mas Penedo é uma colônia finlandesa que não se resume a boa comida. Também tem lojinhas...



... casinhas de madeira colorida...


... e bucólicos laguinhos.


Saindo de Penedo, ainda nos aguardam 30 km de estrada de terra até nosso destino. Maio é o mês do pinhão, e este sábado acontece o 16o. Concurso Gastronômico de Visconde de Mauá, com todos os pratos à base de pinhão.





Araucária (foto: Marcus Fleury)


O pinhão é a semente da pinha, fruto do pinheiro "Araucária anjustifolia". (foto: Marcus Fleury)



Os pequenos animais que se alimentam do pinhão são os responsáveis pela plantação dos pinheirais. A gralha azul (aquela lindinha que você vai ver em desenhos mais adiante) é capaz de "plantar" 3 mil pinheiros por hectare. Nos campos de vegetação rasteira formam-se galpões de pinheiros graças à gralha azul, que enterra os pinhões em locais úmidos. Infelizmente, é uma ave quase extinta.






Nesta época, tem pinhão em tudo que é lugar... ele é vendido até em barraquinhas na beira da estrada


A polpa do pinhão quando crua é muito dura, mas cozida é deliciosa.

100 gramas de pinhão cozido correspondem a:

Calorias 195,5
Proteínas 3,94
Cálcio 35 mg
Ferro 70 mg
Vitamina B1 1350 mg
Vitamina B5 4700 mg
Glicídios 41,92 g
Lipídios 1,34 g
Fósforo 136 mg
Vitamina A 3 mg
Vitamina B2 240 mg
Vitamina C 13,9 mg

À noite, o tão aguardado instante de comer aquela que talvez seja a melhor pizza que já experimentei. É feita neste ambiente meio mágico, a Pizzaria Zorba Budda...







O pizzaiolo Devarty e o forno a lenha onde ele assa sua pizza de ingredientes secretos...


Os companheiros de viagem Dorothéa e Marcus

No sábado de manhã, um passeio por Visconde de Mauá, vila de Maringá... antigo reduto de hippies, o local hoje vive do turismo e da gastronomia, cada vez mais requintados...





Vai uma branquinha aí?



Nossos amigos Mário e Marcus responderam sim!



Este é Alexandre B. Guedes, o homem por trás da maioria das fotos deste blog...


... e esta é a Rosinha, famosa personagem local, num momento de puro ócio



Em Mauá, a gente vê chalezinhos como este...


... e passa por pontes assim...



... que atravessam o Rio Preto. De um lado é Rio, do outro é Minas Gerais



O almoço de sábado foi neste restaurante...

À noite, novas atividades gastronômicas:


Antes de chegarmos ao ponto alto da viagem, uma passagem por um workshop de culinária matogrossense...

domingo, 18 de maio de 2008

O evento vai começar. O salão está quase pronto, as pessoas começam a chegar e a equipe realiza os preparativos finais...


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Vai ter início a degustação: cada jurado recebe uma ficha igual a esta...



as porções são servidas neste pratinho, olha que graça...






e finalmente vêm as entradas... aqui, pastéizinhos de pinhão saídos do forno...











Categoria prato principal:

filé mignon...

... lombinho...


... e surubim

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Sobremesas:






As receitas vencedoras do concurso 2007:

PINHÃO ROSTI

300 g de pinhão cozido (200 g ralado e 100 g fatiado fino), 30 g de batata cozida al dente ralada, 30 g de bacon picadinho, 30 g de cebola ralada, 30 g de presunto picadinho, 30 g de parmesão ralado, 30 g de salsa picadinha, sal

Numa frigideira, doure bem o bacon e acrescente a cebola e o presunto. Misture aos outros ingredientes e tempere com sal. Forme um disco e leve à frigideira com 3 colheres de café de azeite e deixe dourar dos dois lados.

PAÇOCA DE PINHÃO COM LOMBO SUÍNO (6 pessoas)

1 kg de pinhão cozido e descascado, 1 kg de alcatra, 1 maço de salsinha, 1 maço de cebolinha, 2 dentes de alho amassados, 2 cabeças de cebola picadas, 1 xícara de azeite, 1 colher (chá) de noz moscada, 1 colher (chá) de pimenta-do-reino, 1 ramo de tomilho, 1 pedaço de alho-poró e um ramo de alecrim, 2 kg de lombo de porco fresco, 2 xícaras de vinho branco, sal

Passe o pinhão ainda quente pelo processador (ou pilão de madeira) e reserve. Faça um caldo de carne com a alcatra: corte em quatro para facilitar o cozimento. Coloque 2 litros de água e deixe reduzir para 1 litro, sempre em fogo baixo. Volte a colocar mais 1 litro de água e reduza novamente para 1 litro. Faça um buquê garni com o tomilho, alecrim e alho-poró, amarre e deixe ferver com o caldo por 20 minutos.

Coe e junte os outros ingredientes ao caldo: salsa, cebolinha, cebola, alho, azeite e sal. Vá juntando o pinhão aos poucos e mexendo com colher de pau em fogo baixo só para dar liga.
Tempero o lombo com alecrim, sal, pimenta. Ponha para assar coberto com papel alumínio e vá regando com o vinho. Sirva com a paçoca de pinhão.

ZUCCOTTO DE PINHÃO E MASCARPONE

Pão-de-ló:
1 xícara de farinha de pinhão, 1 xícara de açúcar, 5 ovos
Bata os ovos com o açúcar até ficar esbranquiçado. Junte a farinha de pinhão aos poucos, misturando sem parar com uma espátula. Asse em forno médio por 20 minutos. Deixe esfriar.

Creme de pinhão e mascarpone:
½ kg de mascarpone, 1 xícara de pinhão cozido e triturado, 4 gemas, 2/3 de xícara de açúcar de confeiteiro
Bata as gemas e o açúcar até ficar esbranquiçado. Junte aos poucos mascarpone e o pinhão. Misture bem.

Creme inglês:
6 gemas, 1/3 de xícara de açúcar, 600 ml de leite
Bata as gemas com o açúcar até obter uma mistura cremosa e quase branca. Leve o leite ao fogo médio. Quando estiver quase fervendo, mexa para não formar nata. Devagar, despeje o leite quente sobre a mistura de açúcar e gemas, batendo suavemente. Transfira para uma panela grossa e leve ao fogo baixo, com cuidado para o creme não ferver. Quando ele engrossar um pouco, tire logo a panela do fogo e ponha numa tigela com cubos de gelo e um pouco d´água para interromper o cozimento e evitar que talhe. Leve para gelar.

Montagem:
Corte o pão-de-ló em fatias finas e molhe com uma mistura de açúcar e conhaque. Forre formas individuais com o pão-de-ló. Despeje o creme de pinhão e mascarpone até encher as forminhas. Derreta chocolate em banho-maria e pincele sobre o creme. Cubra com as fatias restantes de pão-de-ló. Leve ao freezer por duas horas.

Desenforme, polvilhe com cacau e sirva com o creme inglês.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Consegui finalmente resgatar o selinho no blog da Elba, UmaCriaTodoDiaII

Obrigada, Elba! Sua amizade também é muito importante pra mim...

Tênis comestíveis... ou quase

Esse pessoal da indústria de calçados esportivos não tem mesmo mais o que inventar:

O tênis acima foi inspirado... numa lagosta!






Este aqui é fácil, né? Chocolates M & M, hummmm....



Já este não só PARECE de cholate... É!


A versão chocolate branco



Não acredita? Olha só a forma...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vinho e música

Saiu num artigo da BBC Brasil que a Kátia me mandou: o tipo de música que você ouve enquanto bebe vinho afeta sua percepção sensorial da bebida. Um cabernet ao som de música pesada (ex: Carmina Burana, de Carl Orff) é considerado até 60% mais robusto. Os cientistas escoceses que conduziram a pesquisa pensam em sugerir que os fabricantes recomendem, no rótulo dos vinhos, a música que deve acompanhá-lo.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Um passeio pela cidade

Vivo numa cidade linda. Maltratada, abandonada, mas linda.

Na manhã de sábado, que começou chuvosa e acabou ensolarada, fiz um passeio pelo centro histórico do Rio. O passeio começou na Cinelândia, espaço pensado para ser uma área cultural e de lazer:

O famoso Amarelinho (o bar, também todo amarelo, fica embaixo) e a Câmara de Vereadores à direita


Nosso Teatro Municipal, uma réplica da Ópera de Paris


Poste de iluminação do Rio antigo


Convento de Santo Antônio, no Largo da Carioca


Casario antigo...


... na rua da Carioca


Essa recente parede de azulejos em pleno Saara tem causado polêmica - de longe, parecem azulejos portugueses; de perto, parece o Kama Sutra, repara só


O Real Gabinete Português de Leitura, para muitos a mais linda biblioteca do mundo - lá dentro é um show!


Detalhe da construção de 1837


Camões

No Largo de São Francisco, o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFICS) da UFRJ, com sua arquitetura neoclássica


Confeitaria Colombo, antigo ponto de encontro de intelectuais...


... e da alta sociedade carioca


Construído no século XVIII, o Arco do Teles é uma passagem que dá acesso a um bem preservado conjunto de casas antigas:











A exposição de Debret na Casa França-Brasil


A Igreja de Nossa Senhora da Candelária, que, segundo a lenda, um casal de espanhóis salvo de um naufrágio mandou construir virada para o mar, em 1710
Nenhum passeio poderia ser completo sem um bom reforço gastronômico: o almoço foi na Brasserie Rosário, que funciona num imóvel antigo pertencente ao economista Carlos Lessa.


Na frente, a padaria...

com uma imensa variedade de pães e massas

O restaurante, um charme


risoto de shitake...


... e de camarão


Diante do balcão de doces, a indecisão...


Acabamos optando por uma torta trufada de chocolate...


...e uma torta-musse de caramelo com pêras caramelizadas, divinas

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Dia das Mães

No próximo domingo, mais de 40 países estarão comemorando a data. Li que ela teve origem na Grécia antiga, onde na chegada da primavera se festejava Rhea, Mãe dos Deuses.

Na divisão do trabalho do Dia das Mães, fiquei com as sobremesas. Escolhi duas: uma de chocolate, mais calórica; outra branquinha, leve e com sabor de frutas:

Musse de cacau com Frangélico
("Small Bites", Jennifer Joyce)

Bater 4 gemas com 1/2 xícara de açúcar até dobrar de volume. Continuar batendo em banho-maria e adicionar algumas gotas de baunilha, 4 colheres (sopa) de cacau em pó, 250g de queijo mascarpone e 1/4 de xícara de Frangelico. Bata até ficar consistente e tire do banho-maria. Distribua a mistura em porções individuais e leve para gelar. Na hora de servir, salpique 1/2 xícara de avelãs torradas e chantilly.


Pudim de claras com limão, iogurte e frutas
("Cozinhando Fácil com Grandes Marcas", Boccato Ed.)

Pudim: Bater 6 claras em neve e adicionar aos poucos 12 colheres (sopa) de açúcar. Misturar 1/2 colher (chá) de raspas de limão e levar ao forno em forma para pudim untada, em banho-maria.

Calda: Misturar bem 2 gemas, 1/2 xícara de leite, 6 colheres (sopa) de açúcar e 1 colher (sopa) de maisena. Levar ao fogo baixo para engrossar, sem parar de mexer. Retire do fogo e adicione 4 colheres (sopa) de limão e 1 pote de iogurte natural, batendo bem. Cubra o pudim com a calda e enfeite com frutas a gosto. Leve à geladeira.



quarta-feira, 7 de maio de 2008

Publicidade no blog

Aconteceu por acaso. De repente, comecei a receber coisinhas relacionadas a publicidade e idéias que esbanjam humor, inteligência e bom gosto.

Primeiro a sempre presente Kátia Borges mandou um filminho da IKEA, fabricante de tudo pra casa e cozinha, ensinando a amaciar um bife:

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Depois foi o Cássio, outro amigo dos tempos de colégio, que mandou o anúncio de um fabricante de filtros que vai muito além do simples convite ao consumo:

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Genial - deu na revista de design De Zeen: uma agência de publicidade croata inovou no relatório anual de uma empresa de alimentos. O documento precisa ser embrulhado em papel laminado e levado ao forno durante 25 minutos, a uma temperatura de 100°C. Só então as páginas do relatório, impressas em tinta termorreativa, podem ser lidas. Mais detalhes em http://www.dezeen.com/2007/11/13/well-done-a-food-company-annual-report-that-has-to-be-cooked-first/


A escola de gastronomia Mausi Sebess, em Buenos Aires, inaugura dia 4 de agosto um curso de confeitaria em nível avançado, que abordará, entre outras coisas, confeitaria molecular.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

200 anos de (boas) receitas

No bicentenário da chegada de D. João ao Brasil, o SESC Flamengo exibe "Rio de Janeiro, Capital de Portugal", mostrando as transformações no cotidiano dos moradores da cidade introduzidas pela chegada da Corte e de tantos estrangeiros, no início do séxulo XIX.

Entre os temas, a vida das mulheres (de quase reclusas a freqüentadoras da sociedade); o guarda-roupa (mulheres à francesa, homens à inglesa) e a educação (moças casadoiras aprendendo idiomas, música e dança).

Na culinária, utensílios de cozinha e receitas de livros:


FONTE: "Cozinheiro imperial ou nova arte do cozinheiro e do copeiro em todos os seus ramos", primeiro grande livro da culinária brasileira, publicado em 1840, assinado por R.C.M., que não se sabe se existiu. Quase uma reprodução de outro livro que, à época, fazia muito sucesso em Portugal: "O cozinheiro moderno", do francês Lucas Rigaud.




FONTE: "O Cozinheiro Nacional", segundo livro de culinária publicado no Brasil, por volta de 1875, e primeira tentativa de documentar uma cozinha que usasse ingredientes só nossos: anta, cará, cobra, mandioca, paca, papagaio, peru, rã, tanajura...

sábado, 3 de maio de 2008

Marshmallow no chocolate quente - tudo de bom

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Globalização e alimentos

Segue resumo de artigo publicado anteontem no El País:

A alta nos preços dos alimentos pode não ser só conseqüência do petróleo, dos biocombustíveis e do modelo de agricultura.

Chineses e indianos aumentaram o consumo de leite e carne de vaca: agora são mais ricos e suas sociedades estão mais abertas às influências do Ocidente. O aumento da riqueza é o principal motor das grandes mudanças nos hábitos alimentícios, mas não o único.

Tradicionalmente os chineses não consomem leite, mas é cada vez mais comum ver jovens urbanos bebendo produtos lácteos e tomando iogurtes. Os consumo de leite, que era de 9,5 litros em 1997, passou para quase 32 litros per capita no ano passado, segundo a FAO. A previsão é que continue crescendo 15% a cada ano. Com isso, o preço do leite quintuplicou.

A Índia também tem imitado os consumidores ocidentais à mesa, um pouco menos que os chineses, devido ao vegetarianismo. Os indianos passaram de 73 litros de leite per capita em 1997 para 91 atualmente.

O aumento da demanda asiática fez disparar a demanda de grãos para alimentação do gado, que por sua vez gerou forte pressão nos estoques mundiais de cereais e soja.

Antes, decisões domésticas como essas ficavam restritas a suas fronteiras. Hoje, a globalização faz com que o impacto da soma das decisões individuais se faça sentir com força do outro lado do planeta. China e Índia somam cerca de 40% da população mundial - quando eles tossem, todo o mundo se resfria!

Na Europa, as grandes mudanças de hábitos surgiram depois da Segunda Guerra Mundial: a dieta começou a ficar mais sofisticada e seletiva, rejeitando-se certas partes dos animais que antes eram comidas com gosto. Entretanto, a obesidade e doenças cardiovasculares fizeram com que, mais recentemente, os europeus passassem a evitar as gorduras animais. Na Europa e nos EUA, cada vez se comem menos pés e asas de frango e mais peito: as pessoas estão preocupadas em combater a obesidade e as doenças cardiovasculares.

Essas preferências dos países ricos têm conseqüências nefastas a milhões de quilômetros dos lares europeus. Na África, a importação de milhares de toneladas anuais de pés e asas de frango congelados procedentes de Europa, EUA e Brasil, na forma de dumping, acabou com a produção local.

Na África não há rejeição às extremidades, saborosas e proteicas. O problema é que os produtores africanos não podem competir com os preços anoréxicos dos exportadores europeus.


Alimentos num mercado asiático- AFP

Nem só de caviar vive a Gastronomia Molecular

Enrique Rentería, físico e historiador, fundou a Sociedade Brasileira de Gastronomia Molecular. Na primeira reunião, quarta-feira última, no espaço Alquimia Culinária, o nome mais lembrado foi o de Hervé This, autor de "Um Cientista na Cozinha". Rentería mostrou como é muito mais fácil evitar os erros (ou corrigi-los) quando se sabe o que está fazendo, o porquê das coisas. Ele ensinou a fazer maionese com uma única gota de gema, ou só com claras, ou ainda com detergente (esta só para demonstração do poder emulsificante do detergente, não para ser comida!) De quebra, alguns chefs presentes ensinaram como evitar a salmonela tornando o pH mais ácido através da adição de vinagre, mostarda ou limão à maionese. E teve observação no microscópio... tudo muito interessante. Mês que vem tem mais.