segunda-feira, 30 de junho de 2008
Flores da Cunha
Cheguei domingo e tenho várias fotos para postar, mas a internet aqui no hotel (e na escola também) é bem precária e não estou conseguindo... amanhã vou tentar num cibercafé que descobri. Se não der, o jeito vai ser postar só quando voltar pro Rio...
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Um jantar silencioso
É o nome da videoinstalação do artista americano Bill Lundberg, que inaugura mostra hoje na galeria Artur Fidalgo, em Copacabana.
O tal jantar é um "filme-escultura" projetado sobre uma mesa vazia, e só se ouvem os ruídos da refeição, sem nenhuma conversa. Os espectadores são convidados a se sentarem à mesa e suas vozes se misturam ao filme - desta forma, o artista conecta realidade e ficção.

O tal jantar é um "filme-escultura" projetado sobre uma mesa vazia, e só se ouvem os ruídos da refeição, sem nenhuma conversa. Os espectadores são convidados a se sentarem à mesa e suas vozes se misturam ao filme - desta forma, o artista conecta realidade e ficção.

terça-feira, 24 de junho de 2008
Celular multifunção
Olha só que curioso: japoneses descobriram que é possível fazer pipoca com a energia de seus celulares... http://www.youtube.com/watch?v=xbdpqd8z7EA&feature=dir
Grissini de centeio
Adoro grissini... este aqui é fácil, rápido e saudável:
1/4 xícara de farinha de centeio, 1/4 xícara + 1 colher (sopa) de farinha de trigo, 1/2 colher (chá) de fermento em pó, 1/4 colher (chá) de bicarbonato de sódio, 1/2 colher (chá) de açúcar, 1 1/2 colher (chá) de sal, 1/4 xícara de iogurte natural, 1 colher (chá) de manteiga sem sal em temperatura ambiente, 1 colher (chá) de pimenta-do-reino preta picada grosseiramente. Misturar todos os ingredientes, fazer os palitos e levar ao forno a 180oC durante uns 20 minutos.

1/4 xícara de farinha de centeio, 1/4 xícara + 1 colher (sopa) de farinha de trigo, 1/2 colher (chá) de fermento em pó, 1/4 colher (chá) de bicarbonato de sódio, 1/2 colher (chá) de açúcar, 1 1/2 colher (chá) de sal, 1/4 xícara de iogurte natural, 1 colher (chá) de manteiga sem sal em temperatura ambiente, 1 colher (chá) de pimenta-do-reino preta picada grosseiramente. Misturar todos os ingredientes, fazer os palitos e levar ao forno a 180oC durante uns 20 minutos.

domingo, 22 de junho de 2008
Festas juninas
Nesta época, elas "pipocam" por todo canto. Neste fim de semana, apesar de duas megafestas rolando - uma no Morro da Urca, junto ao Pão de Açúcar, outra no Jóquei Clube - optamos por uma mais discreta, pertinho de casa, mas igualmente animada, na Pequena Cruzada da Lagoa:
No palco, os músicos tocavam um forró...
Claro, não podiam faltar as barracas de comida...
... com gostosuras típicas de dar água na boca.
No palco, os músicos tocavam um forró...Claro, não podiam faltar as barracas de comida...
... com gostosuras típicas de dar água na boca.Algumas receitinhas das delícias de São João... a primeira é uma versão requintada do nosso arroz doce, duas outras são bem típicas (o quentão tem uma inovação, que é a maçã) e a última é light:
RISOTO DOCE DE BAUNILHA COM FRUTAS CARAMELADAS E CHOCOLATE BRANCO
Risoto:
200 g de arroz arbório ou carnaroli
2 vagens de baunilha
1 litro de leite
100 g de açúcar
30 g de manteiga
Corta as vagens de baunilha no sentido do comprimento e raspar. Derreter a manteiga numa panela e juntar o arroz, mexendo até os grãos ficarem transparentes. Começar a juntar o leite com a baunilha aos poucos. Cozinhar até que o arroz absorva por completo todo o leite e até que os grãos fiquem macios.
Frutas carameladas:
1 pêra
1 maçã
1 aniz estrelado
1 cravo-da-índia
gotas de essência de baunilha
100 g de açúcar
1 cálice de conhaque
5 g de manteiga
Cortar as frutas em cubinhos. Levar a manteiga ao fogo, incorporar as especiarias e dourá-las levemente para resaltar os aromas. Incorporar o açúcar. Caramelizar. Agregar as frutas e salteá-las até ficarem macias. Flambar com o conhaque. Juntar a baunilha e misturar delicadamente ao arroz. Servir em potes com a calda.
Calda:
100g chocolate branco, 120g creme de leite. Aquecer em banho-maria ou no microondas, na potência baixa, até derreter. (não usar calor excessivo). Misturar bem.
QUENTÃO DE MAÇÃ
400 ml de cachaça
600 ml de água
500 g de açúcar
casca de 2 laranjas
casca de 1 limão
50 g de gengibre em pedaços pequenos
cravo-da-índia e canela em pau
1 maçã em pedaços pequenos
Numa panela, coloque açúcar, cascas de laranja e limão, gengibre, cravo e canela. Quando o açúcar estiver quase todo derretido, coloque a cachaça e a água. Deixe cozinhar tudo por uns 15 minutos em fogo brando. Use um filtro de papel para coar e em seguida acrescente a maçã em pedacinhos. Sirva quente.
BOLO DE FUBÁ COM LEITE DE COCO
100 g de manteiga
2 xíc. de açúcar
4 ovos
1 xíc. farinha de trigo
1 xíc. fubá
1 colher (sopa) de sementes de erva-doce
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 vidro pequeno (200 ml) de leite de coco
Bata a manteiga até ficar bem cremosa. Junte o açúcar e bata mais, coloque os ovos um a um e vá alternando a mistura de ingredientes secos (farinha de trigo, fubá, erva-doce e fermento) com o leite de coco. Asse em forno médio, em forma untada e polvilhada com farinha.
PAÇOCA LIGHT
4 col. (sopa) de leite em pó desnatado
6 col. (sopa) de amendoim sem casca torrado
1 xíc. de proteína de soja texturizada torrada
4 col. (sopa) de adoçante culinário
1 pitada de sal
Bata todos os ingredientes no processador (ou no liquidificador) até formar uma farofa. Guarde num pote com tampa.
RISOTO DOCE DE BAUNILHA COM FRUTAS CARAMELADAS E CHOCOLATE BRANCO
Risoto:
200 g de arroz arbório ou carnaroli
2 vagens de baunilha
1 litro de leite
100 g de açúcar
30 g de manteiga
Corta as vagens de baunilha no sentido do comprimento e raspar. Derreter a manteiga numa panela e juntar o arroz, mexendo até os grãos ficarem transparentes. Começar a juntar o leite com a baunilha aos poucos. Cozinhar até que o arroz absorva por completo todo o leite e até que os grãos fiquem macios.
Frutas carameladas:
1 pêra
1 maçã
1 aniz estrelado
1 cravo-da-índia
gotas de essência de baunilha
100 g de açúcar
1 cálice de conhaque
5 g de manteiga
Cortar as frutas em cubinhos. Levar a manteiga ao fogo, incorporar as especiarias e dourá-las levemente para resaltar os aromas. Incorporar o açúcar. Caramelizar. Agregar as frutas e salteá-las até ficarem macias. Flambar com o conhaque. Juntar a baunilha e misturar delicadamente ao arroz. Servir em potes com a calda.
Calda:
100g chocolate branco, 120g creme de leite. Aquecer em banho-maria ou no microondas, na potência baixa, até derreter. (não usar calor excessivo). Misturar bem.
QUENTÃO DE MAÇÃ
400 ml de cachaça
600 ml de água
500 g de açúcar
casca de 2 laranjas
casca de 1 limão
50 g de gengibre em pedaços pequenos
cravo-da-índia e canela em pau
1 maçã em pedaços pequenos
Numa panela, coloque açúcar, cascas de laranja e limão, gengibre, cravo e canela. Quando o açúcar estiver quase todo derretido, coloque a cachaça e a água. Deixe cozinhar tudo por uns 15 minutos em fogo brando. Use um filtro de papel para coar e em seguida acrescente a maçã em pedacinhos. Sirva quente.
BOLO DE FUBÁ COM LEITE DE COCO
100 g de manteiga
2 xíc. de açúcar
4 ovos
1 xíc. farinha de trigo
1 xíc. fubá
1 colher (sopa) de sementes de erva-doce
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 vidro pequeno (200 ml) de leite de coco
Bata a manteiga até ficar bem cremosa. Junte o açúcar e bata mais, coloque os ovos um a um e vá alternando a mistura de ingredientes secos (farinha de trigo, fubá, erva-doce e fermento) com o leite de coco. Asse em forno médio, em forma untada e polvilhada com farinha.
PAÇOCA LIGHT
4 col. (sopa) de leite em pó desnatado
6 col. (sopa) de amendoim sem casca torrado
1 xíc. de proteína de soja texturizada torrada
4 col. (sopa) de adoçante culinário
1 pitada de sal
Bata todos os ingredientes no processador (ou no liquidificador) até formar uma farofa. Guarde num pote com tampa.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Duas ótimas notícias
Anunciei aqui, era tão bom que eu mesma acabei me candidatando: a partir de 30 de junho estarei postando diretamente da italianíssima Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, onde vou mostrar como funciona o dia-a-dia de um curso de gastronomia italiana. Vai ser divertido...
Estou eufórica: minha receita "Mil hojas de papa con falso relleno de bacalao" foi uma das 63 escolhidas pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para representar o projeto Chefs contra a Fome. Pessoas de todo o mundo enviaram contribuições, e 4 brasileiros foram escolhidos para inclusão no livro de receitas, eu entre eles...
Estou eufórica: minha receita "Mil hojas de papa con falso relleno de bacalao" foi uma das 63 escolhidas pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para representar o projeto Chefs contra a Fome. Pessoas de todo o mundo enviaram contribuições, e 4 brasileiros foram escolhidos para inclusão no livro de receitas, eu entre eles...
Obento
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Síntese da cozinha do elBulli
Três meses depois de iniciado o curso, feitas as provas e faltando só entregar as monografias, posso falar do que aprendi com Adrià.
Primeiro, descobri que sua cozinha não é sinônimo de gastronomia molecular, nem de espumas, pozinhos e que tais. Embora ele possa lançar mão de produtos químicos para criar efeito e surpreender, isso é apenas parte de uma estrutura muito maior e bem elaborada.
Ferran Adrià vende – aparelhos, utensílios, produtos químicos, livros, comida, mas principalmente a própria imagem – é o melhor marketing pessoal que já vi. Ele ainda tem um rigoroso método de catalogar as próprias criações e sua evolução, pois está certo de que o tempo lhe dará lugar de destaque na História da Gastronomia.
Por falar em criação, o curso reforça que criatividade não é um dom com o qual algumas pessoas são agraciadas, mas algo que se obtém com método e disciplina. São inúmeras as técnicas para criar, inspiradas em várias fontes, algumas presentes no dia-a-dia. E existem graus variados de criatividade: você pode criar uma nova receita, ou uma nova técnica culinária, que vai permitir inúmeras combinações e resultar em centenas de novas receitas.
Os “mandamentos” abaixo sintetizam porque o elBulli é o número 1 do mundo:
1. A cozinha é uma linguagem através da qual se pode expressar harmonia, criatividade, felicidade, beleza, poesia, complexidade, magia, humor, provocação, cultura.
2. Pressupõe-se o uso de produtos de máxima qualidade e o conhecimento das técnicas para elaborá-los.
3. Todos os produtos têm o mesmo valor gastronômico, independentemente de seu preço. (esse é GENIAL!)
4. Usam-se preferencialmente produtos vegetais e do mar, laticínios, frutas secas e outros produtos que configuram uma cozinha leve. Nos últimos anos se faz muito pouco uso de carne vermelha.
5. Mesmo quando se modificam as características dos produtos (temperatura, textura, forma etc.), o objetivo é preservar sempre a pureza do sabor original.
6. As técnicas de cocção, tanto clássicas como modernas, são um patrimônio que o cozinheiro deve saber aproveitar ao máximo.
7. Como tem acontecido ao longo da história na maioria dos campos da evolução humana, as novas tecnologias são um apoio para o progresso da cozinha.
8. Além dos fundos (bases para molhos) clássicos, utilizam-se fundos mais leves de idêntica função (águas, caldos, consomês, sucos de verduras clarificados, leites de frutas secas etc.).
9. Um prato transmite informação que se desfruta através dos sentidos, mas que também se racionaliza através da reflexão. (é o “componente intelectual” da cozinha de vanguarda, muito interessante)
10. Os estímulos dos sentidos não são só gustativos: pode-se julgar igualmente com o tato (contrastes de temperaturas e texturas), olfato, visão (cores, formas etc.), e os sentidos se transformam num dos principais pontos de referência na hora de criar.
11. A busca tecnoconceitual é o vértice da pirâmide criativa.
12. A criação se dá em equipe. A pesquisa é uma nova característica do processo criativo culinário.
13. Rompem-se as barreiras entre mundo doce e mundo salgado dentro da cozinha.
14. Rompe-se a estrutura clássica dos pratos (ex: sorvete salgado como entrada). Nos pratos principais, acaba a hierarquia "produto-guarnição-molho".
15. Existe uma nova maneira de servir a comida – ex: acabamento dos pratos no salão, muitas vezes com a participação dos comensais.
16. Valorização do regional, vinculação com o próprio contexto geográfico e cultural, assim como com sua tradição culinária.
17. Releitura de produtos e elaborações de outros países segundo nosso próprio critério de cozinha.
18. Existem dois grandes caminhos para alcançar a harmonia de produtos e sabores: através da memória ou através de novas combinações.
19. Cria-se uma linguagem própria cada vez mais codificada, que em algumas ocasiões estabelece relações com o mundo e a linguagem da arte.
20. A concepção das receitas é feita para funcionar em pequenas porções.
21. A descontextualização, a ironia, o espetáculo são válidos, desde que não sejam superficiais e que se conectem com uma reflexão gastronômica.
22. O menu degustação é a expressão máxima da cozinha de vanguarda: uma estrutura viva e sujeita a mudanças.
23. O conhecimento e/ou a colaboração com experts de diferentes campos (cultura gastronômica, história, desenho industrial etc.) é primordial para o progresso da cozinha. Em especial, a cooperação com a indústria alimentícia e a ciência tem significado um impulso fundamental. Compartilhar esses conhecimentos entre os profissionais contribui para a evolução da cozinha.
sorvete de casca de limão com purê de amoras silvestres (foto: elBulli 2004)
Primeiro, descobri que sua cozinha não é sinônimo de gastronomia molecular, nem de espumas, pozinhos e que tais. Embora ele possa lançar mão de produtos químicos para criar efeito e surpreender, isso é apenas parte de uma estrutura muito maior e bem elaborada.
Ferran Adrià vende – aparelhos, utensílios, produtos químicos, livros, comida, mas principalmente a própria imagem – é o melhor marketing pessoal que já vi. Ele ainda tem um rigoroso método de catalogar as próprias criações e sua evolução, pois está certo de que o tempo lhe dará lugar de destaque na História da Gastronomia.
Por falar em criação, o curso reforça que criatividade não é um dom com o qual algumas pessoas são agraciadas, mas algo que se obtém com método e disciplina. São inúmeras as técnicas para criar, inspiradas em várias fontes, algumas presentes no dia-a-dia. E existem graus variados de criatividade: você pode criar uma nova receita, ou uma nova técnica culinária, que vai permitir inúmeras combinações e resultar em centenas de novas receitas.
Os “mandamentos” abaixo sintetizam porque o elBulli é o número 1 do mundo:
1. A cozinha é uma linguagem através da qual se pode expressar harmonia, criatividade, felicidade, beleza, poesia, complexidade, magia, humor, provocação, cultura.
2. Pressupõe-se o uso de produtos de máxima qualidade e o conhecimento das técnicas para elaborá-los.
3. Todos os produtos têm o mesmo valor gastronômico, independentemente de seu preço. (esse é GENIAL!)
4. Usam-se preferencialmente produtos vegetais e do mar, laticínios, frutas secas e outros produtos que configuram uma cozinha leve. Nos últimos anos se faz muito pouco uso de carne vermelha.
5. Mesmo quando se modificam as características dos produtos (temperatura, textura, forma etc.), o objetivo é preservar sempre a pureza do sabor original.
6. As técnicas de cocção, tanto clássicas como modernas, são um patrimônio que o cozinheiro deve saber aproveitar ao máximo.
7. Como tem acontecido ao longo da história na maioria dos campos da evolução humana, as novas tecnologias são um apoio para o progresso da cozinha.
8. Além dos fundos (bases para molhos) clássicos, utilizam-se fundos mais leves de idêntica função (águas, caldos, consomês, sucos de verduras clarificados, leites de frutas secas etc.).
9. Um prato transmite informação que se desfruta através dos sentidos, mas que também se racionaliza através da reflexão. (é o “componente intelectual” da cozinha de vanguarda, muito interessante)
10. Os estímulos dos sentidos não são só gustativos: pode-se julgar igualmente com o tato (contrastes de temperaturas e texturas), olfato, visão (cores, formas etc.), e os sentidos se transformam num dos principais pontos de referência na hora de criar.
11. A busca tecnoconceitual é o vértice da pirâmide criativa.
12. A criação se dá em equipe. A pesquisa é uma nova característica do processo criativo culinário.
13. Rompem-se as barreiras entre mundo doce e mundo salgado dentro da cozinha.
14. Rompe-se a estrutura clássica dos pratos (ex: sorvete salgado como entrada). Nos pratos principais, acaba a hierarquia "produto-guarnição-molho".
15. Existe uma nova maneira de servir a comida – ex: acabamento dos pratos no salão, muitas vezes com a participação dos comensais.
16. Valorização do regional, vinculação com o próprio contexto geográfico e cultural, assim como com sua tradição culinária.
17. Releitura de produtos e elaborações de outros países segundo nosso próprio critério de cozinha.
18. Existem dois grandes caminhos para alcançar a harmonia de produtos e sabores: através da memória ou através de novas combinações.
19. Cria-se uma linguagem própria cada vez mais codificada, que em algumas ocasiões estabelece relações com o mundo e a linguagem da arte.
20. A concepção das receitas é feita para funcionar em pequenas porções.
21. A descontextualização, a ironia, o espetáculo são válidos, desde que não sejam superficiais e que se conectem com uma reflexão gastronômica.
22. O menu degustação é a expressão máxima da cozinha de vanguarda: uma estrutura viva e sujeita a mudanças.
23. O conhecimento e/ou a colaboração com experts de diferentes campos (cultura gastronômica, história, desenho industrial etc.) é primordial para o progresso da cozinha. Em especial, a cooperação com a indústria alimentícia e a ciência tem significado um impulso fundamental. Compartilhar esses conhecimentos entre os profissionais contribui para a evolução da cozinha.
sorvete de casca de limão com purê de amoras silvestres (foto: elBulli 2004)segunda-feira, 16 de junho de 2008
Haja apetite!
Mais uma da Kátia: na Alemanha, o restaurante SchnitzelB ("Schnitzel" quer dizer Bife) serve porções pra lá de generosas por cerca de 8 euros:
O bife à milanesa, carro-chefe da casa. Pra acompanhar, bebidas em recipientes de pelo menos 2 litros.
O bife à milanesa, carro-chefe da casa. Pra acompanhar, bebidas em recipientes de pelo menos 2 litros.sexta-feira, 13 de junho de 2008
Filé mignon ao shimeji
Desde que fomos ao NaKombi, Alexandre não pára de falar no prato que comeu lá. Estava realmente delicioso.
Decidi fazer uma surpresa: fuça daqui, fuça dali, não é que encontrei a receita do restaurante?
FILÉ AO MOLHO DE SHIMEJI (para 1 pessoa)
150 g de filé mignon, 3 C saquê, 40 g de shimeji, 2 C creme de leite, 1 C manteiga sem sal, 3 C shoyu, 5 talos de cebolinha, Ajinomoto, Sal (C = colher de sopa)
Limpe a carne e corte em tiras grossas. Tempere com sal e ajinomoto e grelhe ao ponto.
Molho: Corte a cebolinha na diagonal em fatias bem finas. Separe os talos do shimeji, um por um. Em uma frigideira, coloque a manteiga e o shimeji, até começar a murchar. Acrescente o shoyu, o saquê e deixe murchar mais um pouco. Então, coloque a cebolinha picada e desligue o fogo. Acrescente o creme de leite e misture.
Decidi fazer uma surpresa: fuça daqui, fuça dali, não é que encontrei a receita do restaurante?
FILÉ AO MOLHO DE SHIMEJI (para 1 pessoa)
150 g de filé mignon, 3 C saquê, 40 g de shimeji, 2 C creme de leite, 1 C manteiga sem sal, 3 C shoyu, 5 talos de cebolinha, Ajinomoto, Sal (C = colher de sopa)
Limpe a carne e corte em tiras grossas. Tempere com sal e ajinomoto e grelhe ao ponto.
Molho: Corte a cebolinha na diagonal em fatias bem finas. Separe os talos do shimeji, um por um. Em uma frigideira, coloque a manteiga e o shimeji, até começar a murchar. Acrescente o shoyu, o saquê e deixe murchar mais um pouco. Então, coloque a cebolinha picada e desligue o fogo. Acrescente o creme de leite e misture. quinta-feira, 12 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Chema Madoz
Kátia enviou essas fotos em preto e branco. No site do fotógrafo espanhol, ele afirma que nem tudo é o que parece, e basta alterar a percepção da realidade imediata para descobrir, oculto no cotidiano, um mundo novo, de absurdo e de humor:




















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Começa amanhã e vai até 14 de junho a II Feira Internacional da Cachaça, na Cidade do Samba, com palestras e degustação de cachaças e petiscos. Entrada franca para estudantes de Comunicação Social, Gastronomia e Turismo.
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A partir de agora, você tem mais um motivo pra beber vinho: pesquisas mostram que uma taça por dia reduz em até 50% as chances de desenvolvimento da artrite reumatóide.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Sayonara, NaKombi
Li que o NaKombi estava pra fechar. E eu nunca tinha ido! Eternos planos sempre adiados...
Decidi que seria agora ou nunca. Peguei o telefone, liguei e nada de resposta. Meio desesperançosa, resolvi andar até lá (fica a algumas quadras da minha casa), mas por via das dúvidas com um plano B engatilhado. E tão desesperançosa eu estava que nem levei a câmera...
Chegando lá, encontramos um japonês belíssimo, decoração impecável, música ambiente da melhor qualidade, relativamente cheio (apesar dos 200 lugares).
Fomos super bem atendidos pelo garçom que nos levou até o confortável tatame. Olhávamos em volta e perguntávamos: “Por que não viemos antes?” “Tudo tão maravilhoso, funciona tão bem - vai fechar mesmo???”
O simpático garçom confirmou: o NaKombi deixará o Rio dia 15. O consolo é saber que há três em SP. E infelizmente não pude fotografar a beleza indescritível do lugar, os pratos que chegam à mesa em chamas, o ambiente que não dá vontade de ir embora. Do NaKombi, além de doces recordações, só nos restou o hashi:

Decidi que seria agora ou nunca. Peguei o telefone, liguei e nada de resposta. Meio desesperançosa, resolvi andar até lá (fica a algumas quadras da minha casa), mas por via das dúvidas com um plano B engatilhado. E tão desesperançosa eu estava que nem levei a câmera...
Chegando lá, encontramos um japonês belíssimo, decoração impecável, música ambiente da melhor qualidade, relativamente cheio (apesar dos 200 lugares).
Fomos super bem atendidos pelo garçom que nos levou até o confortável tatame. Olhávamos em volta e perguntávamos: “Por que não viemos antes?” “Tudo tão maravilhoso, funciona tão bem - vai fechar mesmo???”
O simpático garçom confirmou: o NaKombi deixará o Rio dia 15. O consolo é saber que há três em SP. E infelizmente não pude fotografar a beleza indescritível do lugar, os pratos que chegam à mesa em chamas, o ambiente que não dá vontade de ir embora. Do NaKombi, além de doces recordações, só nos restou o hashi:

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Se puder (e gostar), não perca: Curso de Gastronomia Italiana na UCS em Flores da Cunha, de 30 de junho a 4 de julho. São 40 horas de aulas, a R$ 680,00 (que podem ser parcelados). Este valor inclui o uniforme, e ao final do curso o aluno recebe o certificado internacional do ICIF. A cidade é uma graça, e as instalações da escola são de Primeiro Mundo. Palavra de ex-aluna. Inscrições: http://www.ucs.br/ucs/extensao/escolagastronomia
Boa sorte!
A Elba me enviou um selo de boa sorte que ela mesma criou, inspirado no número sete. O selo tem sete cores e deve ser enviado para sete pessoas, que passarão para outras sete... e também tem um link para o site da Campanha da Mamografia Digital Gratuita

As lindinhas agraciadas foram:

As lindinhas agraciadas foram:
Boa sorte pra elas - e pra você também!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Bons tempos
Miscelânea
A chocolateria Kopenhagen abre segunda-feira um bistrô no centro do Rio. Vai ter milk-shake de chumbinho (aquelas bolinhas de chocolate), croissant de Nhá-benta, sanduíches com pão de cacau...
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Olha só o que Machado de Assis escreveu em 1883: "Quando se aperfeiçoar o vapor, quando unido ao telégrafo tiver feito desaparecer as distâncias, não hão de ser só as mercadorias que hão de viajar de um lado a outro do globo, com a rapidez do relâmpago: hão de ser também as idéias." Parece que o "Bruxo do Cosme Velho" tava prevendo o surgimento da internet...
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O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) está fazendo uma campanha para a "rastreabilidade" da carne, ou seja, mostrar ao consumidor de onde vem a carne consumida - aumentando, assim, o controle sanitário e evitando a utilização de trabalho escravo e o desmatamento.
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Eu ADORO o Google. Tenho uma ligação afetiva séria com ele. Toda vez que ouço falar em compra ou fusão com outras empresas, começo a torcer pra tudo dar errado... nada contra Bill Gates ou quem quer que seja, só não quero que o Google deixe de ser exatamente como ele é. E uma das coisas de que mais gosto é a maneira como ele comemora, com desenhos coloridos, algum acontecimento importante do dia. Hoje, ao entrar lá pra fazer minha primeira pesquisa (é, eu faço várias por dia - sou viciada no Google), dei de cara com o quadro "As meninas", obra-prima de Velasquez. É que o pintor espanhol nasceu no dia 6 de junho de 1599 - coisa que descobri pesquisando... no próprio Google!
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Olha só o que Machado de Assis escreveu em 1883: "Quando se aperfeiçoar o vapor, quando unido ao telégrafo tiver feito desaparecer as distâncias, não hão de ser só as mercadorias que hão de viajar de um lado a outro do globo, com a rapidez do relâmpago: hão de ser também as idéias." Parece que o "Bruxo do Cosme Velho" tava prevendo o surgimento da internet...
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O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) está fazendo uma campanha para a "rastreabilidade" da carne, ou seja, mostrar ao consumidor de onde vem a carne consumida - aumentando, assim, o controle sanitário e evitando a utilização de trabalho escravo e o desmatamento.
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Eu ADORO o Google. Tenho uma ligação afetiva séria com ele. Toda vez que ouço falar em compra ou fusão com outras empresas, começo a torcer pra tudo dar errado... nada contra Bill Gates ou quem quer que seja, só não quero que o Google deixe de ser exatamente como ele é. E uma das coisas de que mais gosto é a maneira como ele comemora, com desenhos coloridos, algum acontecimento importante do dia. Hoje, ao entrar lá pra fazer minha primeira pesquisa (é, eu faço várias por dia - sou viciada no Google), dei de cara com o quadro "As meninas", obra-prima de Velasquez. É que o pintor espanhol nasceu no dia 6 de junho de 1599 - coisa que descobri pesquisando... no próprio Google!
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Aula com Flávia Quaresma
É programa pra se ir com o namorado, marido, a amiga, prima, irmã... ou em grupos maiores, depois do trabalho, numa "happy hour". Mas muita gente acaba indo sozinha, e mesmo a mais tímida das criaturas em poucos minutos está trocando dicas, telefones e fazendo amizades - afinal, poucas coisas socializam mais que a boa comida – ainda mais acompanhada de um bom vinho.
Ontem à noite, naquele friozinho, éramos um grupo de umas 25 pessoas reunidas no andar de cima do restaurante, ainda meio improvisado (antes as aulas aconteciam na casa ao lado). Todas tínhamos uma coisa em comum: mais do que de cozinhar, gostamos de comer.
O jantar dura 3 horas e meia. A chef e uma ajudante preparam tudo na nossa frente (algumas coisas estão semi-prontas) e vão explicando em detalhe, esclarecendo dúvidas e dando inúmeras dicas.
O garçom traz os pães... hummm, vão começar a servir
A entrada foi eleita o melhor prato da noite: lagostins limpos e temperados com sal e pimenta envoltos em massa phyllo e fritos até ficarem inacreditavelmente crocantes, guarnecidos com juliana de alho poró e molho de manteiga e ervas. Harmonizou muito bem com o chardonnay 2007 da Viu Manent
Prato principal: galinha d´angola a la flamande (com cerveja). A guarnição: repolho roxo com maçãs. Até quem não era muito fã de repolho (e tinha muita gente que não era) achou ótimo! O vinho: Carménère 2006 da Viu Manent.
A panacota foi acompanhada por um Viu Manent semillon late harvest (colheita tardia) 2005, surpreendente e muito, muito bom
Ontem à noite, naquele friozinho, éramos um grupo de umas 25 pessoas reunidas no andar de cima do restaurante, ainda meio improvisado (antes as aulas aconteciam na casa ao lado). Todas tínhamos uma coisa em comum: mais do que de cozinhar, gostamos de comer.
O jantar dura 3 horas e meia. A chef e uma ajudante preparam tudo na nossa frente (algumas coisas estão semi-prontas) e vão explicando em detalhe, esclarecendo dúvidas e dando inúmeras dicas.
O garçom traz os pães... hummm, vão começar a servir
A entrada foi eleita o melhor prato da noite: lagostins limpos e temperados com sal e pimenta envoltos em massa phyllo e fritos até ficarem inacreditavelmente crocantes, guarnecidos com juliana de alho poró e molho de manteiga e ervas. Harmonizou muito bem com o chardonnay 2007 da Viu Manent
Prato principal: galinha d´angola a la flamande (com cerveja). A guarnição: repolho roxo com maçãs. Até quem não era muito fã de repolho (e tinha muita gente que não era) achou ótimo! O vinho: Carménère 2006 da Viu Manent.A sobremesa foi uma panacota, simples e de grande efeito:
PANACOTA (6 porções)
300 ml de leite, 300 ml de creme de leite, 125 g de açúcar, ¼ de fava de baunilha, 5 g de gelatina em pó sem sabor.
Ferver o leite, o creme, o açúcar e a fava cortada ao meio sem deixar borbulhar. Retirar do fogo e juntar a gelatina já dissolvida em um pouco de água fria. Coloque em forminhas individuais e leve à geladeira.
Coulis (calda): pode ser de ameixa, figo, redução de vinho do Porto... este aqui é de framboesa:
250 g de framboesa congelada, 50 g de açúcar
Leve os ingredientes ao fogo baixo por uns 20 minutos. Passe no liquidificador e depois peneire para tirar as sementes.
300 ml de leite, 300 ml de creme de leite, 125 g de açúcar, ¼ de fava de baunilha, 5 g de gelatina em pó sem sabor.
Ferver o leite, o creme, o açúcar e a fava cortada ao meio sem deixar borbulhar. Retirar do fogo e juntar a gelatina já dissolvida em um pouco de água fria. Coloque em forminhas individuais e leve à geladeira.
Coulis (calda): pode ser de ameixa, figo, redução de vinho do Porto... este aqui é de framboesa:
250 g de framboesa congelada, 50 g de açúcar
Leve os ingredientes ao fogo baixo por uns 20 minutos. Passe no liquidificador e depois peneire para tirar as sementes.
A panacota foi acompanhada por um Viu Manent semillon late harvest (colheita tardia) 2005, surpreendente e muito, muito bomSaímos de lá chamando uns aos outros pelo nome, com um catálogo de vinhos, o endereço de um fornecedor de peixes e frutos do mar frescos e de um fornecedor de carnes exóticas, a quem pretendo contactar em breve.
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