Mais refrescante, a sangria na versão branca tem tudo a ver com verão e Reveillon... esta é com suco de uva branca, um pouco de H2OH, suco de laranja e frutas frescas (abacaxi, laranja e cereja), sem álcool. Mas nada impede que ela seja feita com champanhe ou vinho branco.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
Hoje à noite
"Na noite de Natal há uma pulsação acelerada no coração do mundo. É um tempo de exacerbação de sentimentos, quando presenças e ausências ganham maior intensidade.
Há quem não goste do Natal, torça para que passe depressa esse frenesi do consumo, com desempregados patéticos sentados entre eletrodomésticos, equilibrando seus mal colados bigodes de algodão, mais assustando do que encantando as crianças. Há muita dor nesse dia mesmo se a televisão afirma que o Natal é alegria, propondo o mundo surreal das compras em um megashopping superlotado. Essa histeria comprovaria a perversão de uma festa religiosa.
São verdades que não são toda a verdade. Dando o laço nos embrulhos dos presentes não me vejo estimulando o consumo e sim criando laços com que amarro a esperança de manter próximos e unidos os que chamo de meus. Não fosse a vida destruidora de laços e criadora de nós... Ainda assim, é possível preservar nossos gestos em um espaço interior, excêntrico às análises econômicas e que elas não têm o poder de desencantar.
O chamado sistema - o que quer que isso queira dizer em sua imprecisão conceitual - não expropria a vida do sentido que lhe damos, a exemplo do valor das memórias do Papai Noel da infância, indeléveis, revividas nos que hoje ainda são crianças e acreditam em um ser que não existe mas lhes é benfazejo. Essas também entram no pacote dos críticos do Natal. Uma tolice, dizem, fazer acreditar no que não existe.
O que seria de nós sem as coisas que não existem? O mundo seria de uma banalidade insuportável e, nós, prisioneiros dos cinco sentidos. Não aconteceria, por exemplo, a literatura, essa arte de dar vida a criaturas imaginárias que, no entanto, nos acompanham vida afora. Se às crianças basta crer para ver, aos adultos também. (...)
Há uma inocência nessa noite em que se dá presente, come-se bem, misturam-se gerações e, imperceptível, vive em cada um de nós um Deus pobre e nu, mas acalentado, a quem reis magos trazem ouro, incenso e mirra. (...) Esse Deus cedo ou tarde encontrará seu Judas e morrerá na cruz. Mas terá tido sua noite feliz, sua noite de criança.
(Rosiska Darcy de Oliveira)
Crème brûlée de amaretto
6 gemas
1/2 xícara de açúcar
2 xícaras de creme de leite fresco
1/4 de xícara de licor amaretto
1 colher (chá) de baunilha
1/8 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de açúcar para a casquinha
1/4 xícara de amêndoas filetadas douradas no forno
Bata bem as gemas e o açúcar até ficar uma mistura clara e densa. Junte o creme, o amaretto, a baunilha e o sal e misture bem. Ponha no ramequim, cubra com papel-alumínio e asse em banho-maria em forno baixo até ficar firme. Leve à geladeira. Na hora de servir, distribua o açúcar sobre a superfície do doce e queime com um maçarico. Cubra com as amêndoas douradas.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Presentinhos: chutney de ameixa
Não há acompanhamento melhor para carnes, aves, tender... você pode arrumá-lo em vidros esterilizados, e ele dura na geladeira até um mês depois de aberto:
1 1/2 colher (sopa) de manteiga sem sal
2 colheres (chá) de açúcar
1/2 cebola pequena, cortada em pedaços grandes
1 colher (sopa) de vinagre balsâmico
1/2 xícara de caldo de galinha
2 colheres (sopa) de passas escuras
18 ameixas sem caroço cortadas ao meio
1 colher (chá) de tomilho ou alecrim picadinho
Derreta a manteiga numa panela. Junte o açúcar e a cebola e refogue até ficar dourada. Adicione o balsâmico e deixe evaporar. Junte o caldo, as passas, as ameixas, as ervas, sal e pimenta (capriche na pimenta!). Cozinhe até a cebola ficar bem macia e o líquido reduzir um pouco (mais ou menos 5 minutos). Retire do fogo e deixe esfriar. Passe no processador, sem processar demais (devem ficar uns pedaços visíveis de ameixa). Acerte o sal e a pimenta.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Presentinhos de Natal: trufas
Pra evitar a confusão dos shoppings, economizar e impressionar com um presente do tipo "eu que fiz", uma opção prática são as trufas:
135g de chocolate meio amargo
1/4 xícara de manteiga
1/2 xícara de creme de leite
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de licor ou outra bebida alcoólica
Derreta o chocolate com a manteiga, com cuidado para não aquecer demais (eu uso o microondas, mas você pode aquecer em banho-maria no fogão). Tire do fogo e mexa bem até derreter completamente. Vá misturando aos poucos o creme de leite. Junte o açúcar e o licor. Leve para gelar até ficar firme.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Aprendendo com as crianças
Elas nos dão uma aula nesta experiência... veja como as crianças costumam reagir a um prato vazio
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"A gastronomia precisa ser entendida urgentemente no Brasil como um ativo cultural intransferível e imensurável. Peru e Espanha já descobriram isto e estão na nossa frente. Há décadas, França e Itália usufruem de sua gastronomia para atrair turistas. Por que o Brasil, com sua variedade de ingredientes, criatividade dos cozinheiros, riqueza cultural e histórica, não está ainda neste roteiro?" (Felipe Bronze)
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A começar pelo título, o novo livro do Washington Olivetto promete demolir as crenças de muita gente: "Só os patetas jantam mal na Disney"...
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"A gastronomia precisa ser entendida urgentemente no Brasil como um ativo cultural intransferível e imensurável. Peru e Espanha já descobriram isto e estão na nossa frente. Há décadas, França e Itália usufruem de sua gastronomia para atrair turistas. Por que o Brasil, com sua variedade de ingredientes, criatividade dos cozinheiros, riqueza cultural e histórica, não está ainda neste roteiro?" (Felipe Bronze)
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A começar pelo título, o novo livro do Washington Olivetto promete demolir as crenças de muita gente: "Só os patetas jantam mal na Disney"...
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Uísque sem álcool
No século XV os monastérios da Escócia e da Irlanda dominavam a arte de destilar grãos. Segundo a crença corrente, o líquido resultante deste processo curava doenças como a paralisia e o sarampo e recebeu o nome de uisge beatha, que em gaélico significava "água da vida".
O consumo da bebida aumenta a cada dia, e a polêmica novidade vem dos EUA: reduziram a zero o teor alcóolico (que varia de 38% a 54%), mantendo integralmente o sabor. Afinal, como dizia o escritor Mark Twain, "qualquer coisa em excesso é ruim, mas um bom uísque em excesso é apenas suficiente".
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Rabanada recheada com Nutella
Tenho um bom álibi (o Natal que se aproxima) pra andar com essa ideia fixa. Afinal, este post não passa de uma variação do anterior. Acontece que é sempre bom experimentar sabores diferentes de rabanada, e este aqui, além de fácil, me conquistou:
Basta cortar um bolo em fatias (serve pão doce, brioche, qualquer coisa assim - eu usei bolo de laranja) e rechear as fatias duas a duas, fazendo sanduíches de Nutella. Depois, passar na mistura de ovos batidos, leite (na proporção de 1 colher de sopa para 1 ovo) e algumas gotas de baunilha. Fritar os sanduíches em óleo de canola, escorrer bem sobre papel absorvente e passar no açúcar e canela.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Sorvete de rabanada
Em recente visita ao Sanduka para um mate caseiro, acabei conhecendo o novo sabor do Sorvete Brasil: rabanada ao vinho do Porto.
Tão simples, tão bom! Como ninguém tinha pensado nisso? Chegando em casa, tentei reproduzir com um sorvete de creme que tava no freezer (uns 700 ml) e duas rabanadas (200 gramas). Passei no liquidificador o sorvete meio amolecido, primeiro só com uma rabanada, depois mais metade da segunda, adicionei canela e vinho do Porto.
Ruim não ficou, mas não ficou igual (também, igualar o melhor sorvete do Rio é muita pretensão). O original tem uns "pedaços" roxinhos de puro vinho do Porto - uma redução de vinho com gelatina? - que são sensacionais.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Chocolates belgas no atacado
Muita gente escreve perguntando sobre a compra de chocolate belga, então vou repetir: o site onde eu compro é Central do Sabor. A encomenda mais recente foi esta da foto. O quilo sai a partir de 25 reais. O chato é que é preciso pagar frete (a loja fica em SP).
Agora, uma ótima notícia pra quem é do Rio: o Farinha Pura, no Humaitá, está vendendo boa parte da linha Callebaut - inclusive o cacau e o chocolate em pó.
Bom pra fazer este brigadeiro gourmet:
1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de manteiga sem sal
150g de chocolate ao leite ou meio amargo
1 colher (sopa) de uísque (opcional)
1 colher de sopa de manteiga sem sal
150g de chocolate ao leite ou meio amargo
1 colher (sopa) de uísque (opcional)
Colocar o leite condensado, a manteiga e o chocolate numa panela e levar ao fogo (ou colocar num recipiente e levar ao microondas, como eu faço) até engrossar e dar o ponto. Na hora de enrolar, nada de chocolate granulado: passe em amêndoas picadas, corante dourado, chocolate ralado ou crisps cobertos com chocolate de qualidade.
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