quinta-feira, 5 de novembro de 2009

São Francisco

Era uma vez uma menina que sonhava viajar, mas não tinha grana. Um dia ela foi a uma dessas cartomantes que acertam tudo, e a cartomante disse que ela ia conhecer um lugar distante e lindo. A menina quis acreditar, embora achasse pouco provável. E não é que alguns meses depois ela ganhou num sorteio uma viagem pra... São Francisco?




Isso mesmo: vinte anos atrás iniciei minha carreira de viajante por um lugar mágico como este. Sempre quis voltar, por várias razões. Uma delas era pra saber se a cidade era mesmo aquilo tudo que eu tinha achado, ou se era só empolgação de primeira viagem.








O que mais encanta em São Francisco não aparece nas fotos: é algo que só se sente estando aqui...


... em nenhum outro lugar vi gente dançando na rua aos primeiros acordes de uma música, gente feliz de verdade...




Muitas vezes a cidade foi escolhida a melhor dos EUA pra se viver, o que talvez explique a simpatia e solidariedade dos moradores.




Neste diner com clima de anos 50 tomamos o primeiro café da manhã...








... em clima de nostalgia...




... com um toque de Halloween.





o milkshake gigante ainda dá direito ao "chorinho" na coqueteleira


French toast, um tipo de torrada doce, com xarope de maple











Depois seguimos até Chinatown, a maior e mais antiga comunidade asiática fora do Oriente.





Este minucioso trabalho foi esculpido num único dente de elefante













nome de ruas em dois idiomas


































Pertinho fica o centro financeiro, com o Transamerica Pyramid. Você sabe que um filme é passado em São Francisco quando vê este prédio.


Esta pequena e charmosa livraria na Columbus...


... tem livros de Clarice Lispector...


... e cartazes de manifestos.
De Chinatown andamos até o Fisherman´s Wharf, no litoral...




de onde dá pra ver o oceano Pacífico e a ilha de Alcatraz.


O almoço foi no The Franciscan, que, apesar de turístico (tem até binóculos pra se apreciar a paisagem), serve boa comida a preços razoáveis







drinque à base de abacaxi



talharim com camarão em molho levemente apimentado


smoothie de frutas vermelhas


Antes de sair do Brasil eu já sonhava com esse sundae de chocolate Vahlrona


famosos que passaram pelo restaurante







A poucos metros fica o Pier 39, com seus ruidosos leões-marinhos...




... e suas gaivotas.


No Pier 39 também há lojinhas lindas, algumas nada convencionais: uma que só vende produtos pra canhotos, uma que só vende meias, outra que abre ostras na sua frente e tira as pérolas...





O escritor foi injusto ao afirmar que o pior inverno de sua vida foi um verão em São Francisco: a cidade tem temperaturas agradáveis o ano todo.













Na volta do Pier, novo passeio para apreciar as fachadas




muita arte em grafite


Lombard Street, famosa por suas curvas e seus canteiros floridos


Nunca vi romãs tão grandes!


À noite íamos a um cybercafé que tinha lareira a gás...


No dia seguinte tomamos café na padaria de um francês que decidiu viver em São Francisco e abriu a melhor rede de padarias da cidade. Os canelés de Bordeaux são fantásticos!


Fica na Market St., daí o nome





Mais um da série Hidrantes pelo mundo: brancos em São Francisco


banca de jornais


O mobiliário urbano lembra Paris


Fundado em 1852 para guardar as riquezas da Corrida do Ouro, o Wells Fargo é o banco mais antigo de São Francisco











Prefeitura de São Francisco. Aqui, Harvey Milk foi assassinado



À medida que nos afastamos do centro, encontramos bairros alternativos...


... embora ainda não seja o bairro "gay".



Este supermercado tem 34 lojas em SF...


... e só vende produtos para pets.








Chegamos ao bairro Mission, onde em 1776 o missionário espanhol Francisco Palóu fundou a Missão São Francisco de Assis, mais tarde Missão Dolores. A região já pertenceu aos espanhóis e, depois da independência, aos mexicanos.







quarta-feira, 4 de novembro de 2009

estamos perto do bairro hippie...


... decidimos experimentar o Rosamunde Sausage Grill, estabelecimento minúsculo onde você se espreme num balcão pra comer linguiças de javali e pato defumado, entre outras...


... acompanhadas de uma saladinha de batata sem igual.


A parede é pequena para tantas indicações.


Avançando num território cada vez mais hippie, chegamos a Haight-Ashbury com a sensação de que os anos 60 não terminaram...



parece que a qualquer momento vai tocar: "If you´re going to San Francisco/be sure to wear/some flowers in your hair"...



Os moradores conseguiram permissão para pintar as casas vitorianas em cores vivas



































tem muita gente vegetariana por aqui...





muitos parques e áreas verdes











é grande a obsessão por alimentos frescos e orgânicos

















músicos nas ruas







um charmoso Bed & Breakfast

A caminhada leva ao bairro vizinho, e a bandeira com o arco-íris não deixa dúvida:


estamos no Castro, bairro "gay" de São Francisco. Casais de lésbicas e todas as variações homossexuais possíveis trocam carinhos abertamente pelas ruas.




Casais "gays" não têm filhos, e nem todos estão dispostos a adotar...


... alguns parecem preferir os cães. Esta loja é só deles.



com direito a bolo de aniversário e tudo!






linda esta van que vendia cupcakes...






o de chocolate com flor de sal era ótimo!





é um bairro de alto poder aquisitivo


homenagem ao primeiro líder gay da História


se fosse definir São Francisco numa palavra, seria "extroversão". Repara só no sujeito à esquerda...


Saindo do Castro, uma passada rápida pelo memorial Martin Luther King

O memorial fica em frente ao Museu de Arte Moderna, que visitamos a seguir.


Apesar de pequeno, tem obras de Lichtenstein, inspiradas na arte pop...


... e quadros de Matisse. Perguntaram certa vez ao pintor, com estranheza: "Ué,uma mulher verde?", e ele respondeu: "Não é uma mulher, é uma pintura."






esculturas de Matisse



Mondrian



Picasso



Frida Kahlo




Diego Rivera



Andy Warhol



um monte de poodles...



... cercando um bebê. Moderno e hermético



Por falar em hermético, alguém me explica o que essas vassouras fazem presas a uma pedra?










Não sei o que é, mas dá vontade de passar a mão...







parecem várias tendas de plástico, uma dentro da outra...



poltrona "Vértebra", do nosso Oscar Niemeyer






O nome da obra é "Food", o autor é inglês



Na saída do museu, fomos comer na Cheesecake Factory. O lugar tinha tudo pra ser ruim (cardápio vastíssimo, aparentemente uma confeitaria metida a servir comida), mas não é que é ótimo? Fica no alto da Macy´s, com vista para a Union Square, e estava bombando quando chegamos (quase 10 da noite).



A qualquer hora do dia, é preciso esperar pelo menos 45 minutos pra conseguir mesa. Isso numa cidade cheia de ótimos restaurantes como São Francisco. Depois que descobrimos a Cheesecake Factory, não quisemos mais comer em outros lugares, apesar da demora. Experimentamos diversos pratos, todos muito bons.



pizzete de cogumelos...


... e alcachofras crocantes com aioli.



Michael não morreu.


Na manhã seguinte, cruzando a Golden Gate...



chegamos a Muir Woods, parque das sequoias gigantes.






Elas são as árvores mais altas do planeta, podendo viver até 3000 anos
































Depois, um passeio por Sausalito,



um balneário com lojinhas bem legais.

















vista de São Francisco












Adorei esta lojinha...



... com miniaturas de sapatos.



Almoço na Cheesecake Factory - olha quem apareceu





Esta é uma combinação de dois pratos da casa: carne de gado Wagyu (que eu estava supercuriosa pra experimentar) com molho de cogumelos, camarões com um molho francês de alho e limão. No meio, purê de batata. Simplesmente divino.



penne com molho de frango e cogumelos.



Na sobremesa, experimentamos o cheesecake na versão baunilha.






Domingo, 18/10, acontece a Maratona Feminina de São Francisco, e esta tenda dos patrocinadores está montada no meio da praça


Num lugar com tanta tecnologia de ponta, é divertido ver o bondinho ser manobrado de modo braçal...












Na manhã seguinte estávamos novamente na nossa padaria preferida, abrindo com cidra de maçã morna o dia...


... que ainda nem tinha clareado.



O passeio foi a Alcatraz, antigo presídio de segurança máxima desativado. Não é o tipo de lugar que eu visitaria se fosse sozinha, mas...


posto de observação da ilha






Alguns visitantes tiram fotos atrás das grades e fazem brincadeiras que acho de um certo mau gosto.




Alguns dos prisioneiros famosos


Mostrar a cidade distante a quem está preso é a crueldade humana elevada à potência máxima.






Houve poucas fugas, e nunca se soube de ninguém que tivesse sobrevivido.


De volta...


... a ilha é só uma imagem distante.




Desde que comi os canelés, tenho procurado as formas para comprar. Ninguém tem: nem Williams-Sonoma, nem Crate & Barrel... Como já esperava por isso, trouxe o endereço da Cookin'. Fica num bairro afastado. Chegando lá, me deparo com essa bagunça (esperava uma loja impecável e sofisticada). Desanimada, pergunto pra dona, uma senhora que ouve música clássica ao lado do cachorro. Pra minha surpresa, ela tem formas de canelés de cobre, antiaderentes, de todos os tipos!


Os maiores chefs de São Francisco vêm aqui... a dona viaja pelo mundo e tem tudo o que você imaginar.






Almoço na Cheesecake Factory... desta vez pedimos hambúrguer de carne Wagyu.






Brownie de chocolate Godiva.


O teatro em frente ao hotel encenava "Rent", e tinha fila desde bem cedinho - pra comprar ingressos - até altas horas - pra pegar autógrafos no fim do espetáculo. Gostávamos de ver os modelitos, pois havia de tudo: gente de bermuda e chinelo, gente em traje de noite. Viva a diversidade! Bem São Francisco...


Dentro da tenda dos patrocinadores da maratona, rola a maior boca livre: você toma smoothies...


... e até faz as unhas.


Ainda pode criar alguma bebida, fazendo misturas.


Lembra da parede com os nomes dos maratonistas em Chicago? É a mesma coisa...

... só que rosinha.


Francis Ford Coppola, além de filmes, também faz vinhos...


... mas eu prefiro os de Robert Mondavi, 2 dólares no mercadinho da esquina.


Não se faz duas vezes a mesma viagem... São Francisco mudou, eu mudei - mas, vinte anos e tantas cidades depois, ela continua a exercer sobre mim o mesmo encanto. A despedida é difícil... porque há muitos, muitos anos, eu deixei meu coração em São Francisco

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Chicago

Chicago me impressionou já no aeroporto. Em seguida, dentro da van a caminho do hotel, no centro, veio uma certa decepção. Ouvi dizer que o trânsito foi um dos principais motivos para que as olimpíadas de 2016 não se realizassem na cidade. De fato, os engarrafamentos são frequentes e o tráfego é caótico. Os motoristas nem sempre respeitam o sinal, e adoram uma buzina.


Chegando ao centro, nova boa impressão: Chicago é a cidade mais florida dos EUA.




E olha que estamos em pleno outono!


Terceira maior cidade dos EUA, atrás de Nova York e de Los Angeles...



... as comparações com Nova York são inevitáveis. Embora não tão cult, Chicago ganha nos quesitos beleza e limpeza.







Nossa visita acontece num momento especial: no próximo domingo será a Maratona de Chicago, e a cidade está cheia de gente de fora, inclusive muitos brasileiros. Mal dá pra passar em frente à loja da Nike, onde uma multidão se aglomera diante desta parede...



... com os nomes de todos os corredores.



Estamos às vésperas do Halloween...











A cidade foi destruída por um incêndio de proporções catastróficas em 1871. Graças a doações recebidas de várias partes do mundo, em pouco tempo Chicago reergueu-se. A reconstrução atraiu arquitetos de renome, o que fez com que a engenharia e a arquitetura da cidade se tornassem referência mundial.




Dentro da Nike, uma parede onde as pessoas escrevem mensagens de apoio...



... pros parentes e amigos que vão correr a maratona.



Crise, que crise? Todas as lojas estão contratando



O comércio é sofisticado e variado, as lojas são lindas














Chicago tem excelente reputação gastronômica. Este aqui é o Alinea, décimo na lista dos melhores restaurantes do mundo. Fizemos reserva com meses de antecedência e, se este post tivesse som, daria pra ouvir meu coração acelerado. A expectativa é grande - afinal, é minha primeira vez num restaurante gastromolecular.



O chef é Grant Achatz, que, aos 35 anos, já enfrentou um câncer de boca, perdeu o paladar, deu a volta por cima e foi eleito melhor chef dos EUA em 2008. Quando se cruza a porta da discreta, minimalista fachada do Alinea, é como se a gente penetrasse numa nova dimensão.



Lá dentro, às 5 e meia da tarde, o restaurante, que só abre para jantar, começa a encher. Para ser um dos melhores do mundo não basta servir boa comida: o profissionalismo é visível nos mínimos detalhes. Como no guardanapo de linho com logotipo bordado...



Ao nosso lado, um casal de Nova Jersey comemorava uma data especial. Depois de perguntar de onde éramos e se era nossa primeira vez ali, o homem virou-se para nós e anunciou: "Preparem-se para um banquete!"



Pra acompanhar a refeição, suco de cranberry



No primeiro prato, espuma e caviar: delícia. Optamos pelo menu de 14 pratos (o outro tem 24 pratos!)




Cada prato é explicado em detalhes: os ingredientes, como se deve comer... aqui, um shot de capim-limão, uma saladinha, coulis de pimentão vermelho



Esta espécie de refrigerante é feita lá mesmo. Leva anis e acho que alcaçuz. Eles dizem que é pra preparar a boca entre um prato e outro. Se prepara eu não sei, mas percebi que minha boca ficava seca, como se a bebida tivesse o poder de "enxugá-la". Agora, dá uma olhada no copo, que lindo!



O rolinho é de truta, as barquetes são de ovas... duas coisas são especialmente divertidas no Alinea: a primeira é a expectativa, pois tudo é surpreendente e intrigante. A segunda é observar as reações dos outros: o sujeito de Nova Jersey suspirava, gemia de prazer, fechava e revirava os olhos, fazia caras e bocas...




Além de uma superequipe no salão e outra na cozinha, o restaurante também movimenta vários outros profissionais, pois grande parte da louça e dos utensílios precisa ser feita sob encomenda para causar o efeito desejado.



Esta maçã envolta em finíssima massa crocante e tostada era sensacional



O garçom coloca hashis (palitinhos para sushis), a curiosidade aumenta: o que será que vem por aí?




Chega um trio de minimedalhões de cordeiro sobre um ferro em brasa, cada um com uma cobertura diferente (abóbora, berinjela e alecrim)... o segundo melhor prato da noite




Pato com laranjinhas kinkan e castanhas

Depois veio o melhor da noite, que foi consumido tão rápido, de uma vez só (seguindo instruções), que nem deu pra fotografar... foi a explosão de trufas, um ravióli com recheio líquido de trufas negras




Quando o garçom entrou com essa bandeja cheia de plantas, Alexandre, que até então vinha se comportando exemplarmente, fazendo concessões e comendo uma porção de coisas que não costuma comer, declarou, convicto: "Agora chega, isso aí eu não como não!"

Não demorou para que o maitre, como se tivesse entendido, respondesse: "Não se preocupem, não é pra comer não, isso aqui é para sentir o aroma e intensificar a experiência do próximo prato..."




o prato era à base de tomate, com muitas variações: tomatinho, tomatão, tomate verde... acompanhado de figo e azeitonas pretas




Manteiga de amendoim e especiarias




Este prato incluía bacon, maçã, butterscotch e tomilho




Os pratos são confeccionados especialmente para cada preparação. Eles são cheios de concavidades em locais específicos, totalmente irregulares, para permitir as apresentações desejadas.




E vamos entrando nas sobremesas... esta é à base de chocolate, blueberry e maple




E, por último, uma brincadeira: você tem que sugar o conteúdo deste tubo - as camadas saem uma de cada vez -, o que faz um barulho engraçado. Tem gostinho de jujuba, de infância... é o lado emocional da cozinha tecno.


Na hora de sair, uma visita à cozinha







No domingo, fomos assistir à maratona...



A cidade tem grande vocação esportiva.

















Chicago é uma verdadeira aula de arquitetura













Situada às margens do lago Michigan, que separa os EUA do Canadá, a cidade é banhada pelo rio Chicago, de águas limpíssimas










Na rua, uma sátira ao famoso quadro Gótico Americano, cujo original você vai ver mais adiante















Nesta vitrine, malas com pinturas do brasileiro Romero Britto



A melhor maneira de conhecer Chicago é num passeio pelo rio...


... o visual é incrível, mas você quase congela. Faz muito frio em Chicago. Pegamos zero graus em outubro, mas a sensação térmica era de menos - talvez por causa do vento gelado que varre a cidade, conhecida como "Windy City"














Neste local próximo ao rio foi construído, em 1803, o Forte Dearborn, marco na fundação da cidade



Maquete da cidade









Para almoçar, escolhemos o tradicional Lou Mitchell´s, que marca o início da antiga Rota 66, estrada que ligava Chicago a Santa Monica, na Califórnia











Parece que todo mundo teve a mesma ideia, pois o restaurante tava lotado, inclusive de gente que tinha acabado de correr a maratona. Depois da corrida, eles se embrulhavam numa espécie de papel alumínio, acho que pra evitar um choque térmico.



hambúrguer com fritas


omelete


Depois do almoço, uma visita ao Art Institute of Chicago, onde vimos quadros de Gauguin...


de Monet...





... e de van Gogh.


"Tarde de domingo na ilha de Grande Jatte", de Seurat, de perto é todo formado por minúsculos pontinhos coloridos, característica da técnica de pintura conhecida como pontilhismo.


"Dia de chuva em Paris", de Gustave Caillebotte, atrai a atenção de todos os visitantes.



Também vimos o expressionismo abstrato de Jackson Pollock...


... e quadros engraçados como este.






Aqui, o visitante pode interagir com a obra e pegar balinhas nesta pilha.






Outra obra de arte conceitual - e curiosa: o artista afirma que, assim como a areia para gatos, a arte absorve a sujeira ao seu redor...



"Aves da noite", de Edward Hopper, retrata a solidão do homem urbano


"Gótico Americano" representa uma sociedade reprimida e repressora. Foi pintada em 1930 (após o impacto da crise econômica de 1929) por Grant Wood, que usou como modelos sua irmã e seu dentista.


E tinha ainda muitas esculturas orientais...








Do lado de fora, mais obras de arte: esta fonte é composta por duas colunas, uma de frente para a outra...

na parte interna de cada coluna, é projetado o rosto de uma pessoa


depois de alguns minutos, os dois rostos jorram água pela boca ao mesmo tempo



Arte e natureza integradas no espaço público





























Esta parede tem pedaços de monumentos do mundo inteiro








galeria de arte em Chicago





nem todos estão satisfeitos com Obama





Na segunda-feira, o almoço foi na House of Blues



O local, conhecido pelas atrações musicais, também serve excelente comida. Pena que não deu pra fotografar, porque estava escuro.


A decoração é fantástica, mas eles não deixam fotografar. No banheiro, no entanto, não tinha ninguém vendo...


tudo é pintado à mão.



Este personagem é o Elwood Blues, que você talvez conheça do filme "Os Irmãos Cara-de-Pau".


Chicago é uma cidade bastante musical.












Encontramos um Trader Joe´s pertinho do hotel. Este supermercado tem um conceito inteiramente novo e vende produtos orgânicos de marca própria a preços imbatíveis.


Você acerta o peso da abóbora e leva ela pra casa


Nosso hotel em Chicago








A Torre de Água é um dos poucos prédios que sobreviveram ao incêndio de 1871





no detalhe, pedrinhas de gelo











Crate & Barrel, loja que vende artigos de cozinha, de dia...


... e à noite.












Uma loja especializada em pipoca? Chicago tem.





De volta ao aeroporto de Chicago, que, apesar de ultramoderno...



... recebe calorosamente os que chegam.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Carolina do Sul

No número 38 de uma ruazinha qualquer de Colúmbia, Carolina do Sul...


...fica a casa do Celso e da Bernadete, onde ficamos hospedados.


Lembra aquelas casas que a gente vê nos seriados de TV.


Lá moram, além do Celso e da Bernadete, o companheiro...


... e onipresente...


... Tiger...


... e a dorminhoca Natasha...


... além de dois outros gatos bem menos sociáveis.


Tem também três aves que, com uma sala só pra elas, ficam soltas algumas horas por dia. São temidas e muito respeitadas pelos gatos. Quando a gente sai de casa, elas se despedem com "bye bye!" e, quando uma começa a se alterar, a outra grita "shut up!"


Os canteiros são super bem cuidados...


... como este de hibiscos e alecrim.


No quintal diariamente visitado por esquilos também há algumas árvores ...


... como este maple, árvore da qual é extraído o famoso xarope.


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Por ter interesses divergentes do restante do país, o sul dos EUA foi tomado por ideais separatistas no século 19. Até hoje ainda tremula em alguns locais a bandeira dos confederados agrários e escravistas que sonhavam com a independência do norte industrializado.

Visitamos o simpático bairro de Five Points, frequentado por estudantes universitários...


... aqui fica o Yesterday´s, onde almoçamos.


Gostei muito, mas muito mesmo, deste lugar, embora não saiba explicar bem o porquê. Ele tem a rusticidade de um Outback, só que autêntica.

A iluminação não ajudou nas fotos...


... mas comemos um pãozinho típico delicioso ("biscuit"), batatas com tempero cajun, peito de frango grelhado com legumes e arroz selvagem.


De lá fomos visitar o campus da Universidade de Colúmbia, onde o Celso dá aula...






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No dia seguinte cedo, partimos para a histórica cidade vizinha de Charleston, a duas horas de carro.

Chegando lá, fizemos um tour de ônibus que não permitiu tirar tantas fotos quantas a beleza do lugar merecia. Numa da poucas e breves paradas consegui fotografar este que foi o primeiro submarino na História a afundar um navio, durante a Guerra Civil.


Pelas ruas, artesãos descendentes de escravos tecem cestas Gullah que podem custar até milhares de dólares.




Todo o sul, mas principalmente Charleston, é uma viagem no tempo. Mansões como esta fazem a gente se sentir parte de filmes como Forrest Gump, E o vento levou, A Cor Púrpura e outros. Aqui, a vida tem outro ritmo.


A hospitalidade, uma característica local, é estranhamente representada pela figura de um abacaxi.



Muito mais que um restaurante, o Magnolias é uma instituição em Charleston. O tipo de lugar aonde você tem vontade de ir comer depois de um passeio pela cidade.


O restaurante tem um livro de receitas bonito e interessante.


Com o calor que faz ali, nada como um chá gelado...


... seguido do típico "crabcake" guarnecido com espinafre.


Alexandre e Celso foram de filé com "buttermilk" (leite talhado pela acidez do limão ou vinagre) e cebolas fritas.

Pra encerrar, torta de nozes pecan com sorvete de fava de baunilha...


... e brownie de chocolate com sorvete.


Depois, um passeio pela feira de artesanato local...




Da série "Hidrantes pelo mundo": os de Charleston são branco e amarelos


Encontramos o tão esperado chocolate com bacon no World Market de Colúmbia, mas ele ficou bem aquém das expectativas. Ninguém aprovou...

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Foram três dias que ficarão pra sempre na memória. Nossos anfitriões foram incríveis. E talvez o que melhor defina o sul dos EUA seja a inscrição que li numa camiseta em Charleston: "Se eu tentasse explicar, você não iria entender"...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Em Washington, por acaso

Washington não estava nos nossos planos. No entanto, tamanha foi a burocracia em solo americano, e tão grande o aeroporto onde faríamos conexão, que não conseguimos cruzá-lo a tempo e acabamos perdendo o voo, que saía de um terminal distante.

Sem muitas alternativas, decidimos aproveitar o dia para um passeio pela cidade grandiosa, cheia de construções neoclássicas:









rolinho de canela e pecan do aeroporto de Washington: inesquecível. E que aroma...

domingo, 4 de outubro de 2009

Férias

Tô saindo de férias por duas semanas, mas volto a postar assim que der. Se liga, vem coisa bacana por aí...


"Coisa que gosto é poder partir
sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
quando quero..."

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tiramisu

Esta é uma clássica sobremesa italiana à base de café e mascarpone, um queijo cremoso. A receita pode levar mais ou menos café, mais ou menos chocolate. Esta que escolhi tem a vantagem de não levar gemas, só claras. E pesquisadores da UFRJ descobriram que a cafeína previne doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson:

1 caixa de biscoito champanhe (usei bolo de laranja)
1 cálice de licor de café
1 colher (sobremesa) de café solúvel
2/3 xícara de água
100g de chocolate meio amargo
1/4 xícara de leite
1 pote de mascarpone (usei o nacional Ecila)
4 claras
5 colheres (sopa) de açúcar
chocolate ou cacau em pó

Bata as claras em neve. Misture delicadamente o mascarpone e o açúcar. Umedeça os biscoitos (ou bolo, ou pão-de-ló) na mistura de café dissolvido em água e licor. Ponha numa forma uma camada de biscoito, uma camada do chocolate derretido com o leite e a mistura de mascarpone e claras. Polvilhe chocolate ou cacau em pó.